FOTOPRETA Exposição coletiva estréia nesta sexta (26/10)

 

Sem Título 1

 

Contrariando as narrativas de invisibilização e elitização da arte, propondo novos discursos imagéticos a partir de outros pretos olhares, FOTOPRETA, é a primeira exposição fotográfica coletiva formada integralmente por fotógrafos negros e fotógrafas negras, em São Paulo, com curadoria do coletivo AFROTOMETRIA. A mostra totalmente independente reúne trabalhos de diferentes gerações da fotografia paulista, celebrando os novos artistas e homenageando nomes como Wagner Celestino, um dos mais antigos fotógrafos negros, em atuação, que também compõe a exposição.

A abertura de FOTOPRETA acontecerá no próximo dia 26 de outubro de 2018, na Casa Elefante, e é um marco na história da arte da fotografia, em São Paulo. Participam os artistas: artistas: Bruno Nascimento, Bruno Pompeu, Daisy Serena, Douglas Kuman, Felipe C. Souza, Fernando Solidade, F, Georgia Niara, Glauber Rafael, Ina Hds, India, Isabela Alves, Jessýca Alves, João Maia, Julio Cesar, Kahmi, Mariana Ser, Monica Cardim, Nego Júnior, Osmar Moura, Ras Sidimar, Renata Santos, Richner Allan, Roger Cipó, Rogério Pixote, Silvio Martins, Sérgio Fernandes, Tiago Santana, Wagner Celestino

Em um país com maioria da população negra, coerente seria que a presença desse grupo fosse refletida em todos os campos sociais, artísticos, culturais e profissionais da sociedade, no entanto, o racismo estrutural marginaliza, invisibiliza e nega esse povo. Historicamente, homens negros e mulheres negras sofrem com tal desumanização e com a desvalorização de suas potências, e acreditem, na fotografia, essa realidade não é diferente.
Quantos fotógrafos negros você conhece? Quantas fotógrafas negras você conhece? Onde estão negros e negras na fotografia?

Corpos negros sempre foram apresentados em imagens, ao longo da história do Brasil. As primeiras imagens traziam homens e mulheres africanas na condição de produtos de venda para escravização, mulheres negras eram retratadas cuidando, amamentando e educando as crianças e seus algozes, homens negros estampavam notícias de jornais acusados de crimes,. De lá pra cá, imagens de marginalização, hiper-sexualização, demonização entre outras violências simbólicas ilustraram e criaram imaginários sobre negros e negras, no país. O Brasil se consolidou racista e a fotografia foi um importante instrumento para cristalizar tais narrativas. Quando se olhou para a humanidade negra? Quando se valorizou as criações negras, produzidas a partir de olhares negros? O quão poderoso é ver o povo negro recontar e reconstruir sua história a partir da fotografia? Essas e outras questões são base para impulsionar esse movimento. Esses são algumas das questões que baseiam a exposição e por esse caminho dialogaremos.

 

INFORMAÇÕES

Local: Casa Elefante

Rua Dr. Cesário Mota Junior, 277 – Vila Buarque

São Paulo/SP

 Visitação

Abertura: 26/10 às 19h

A visitação ocorrerpa todos os dias das 17h às 2h atér 14 de novembro de 2018

 

Publicação original: http://negrobelchior.cartacapital.com.br/fotopreta-exposicao-fotografica-coletiva-tera-lancamento-nesta-sexta-26-10/

Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo

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